Gás de cozinha sobe 15,3% na Bahia e preço pode chegar a R$ 165 nesta quarta

Reajuste foi anunciado pela Acelen, que opera a Refinaria de Mataripe. Conflito no Oriente Médio pressiona cotação internacional e reflete no bolso do consumidor.

Por Portal do Guaiamum 01/04/2026 13h10 Atualizado há pouco

O bolso do consumidor baiano sofre um novo revés a partir desta quarta-feira (1º). O preço do gás de cozinha (GLP) registrou uma alta de 15,3% no estado. Com o reajuste, o botijão de 13kg pode chegar a custar até R$ 165 em alguns pontos de revenda, dependendo da região e da taxa de entrega.

A Acelen, empresa que administra a Refinaria de Mataripe — principal centro de produção de combustíveis da Bahia —, confirmou o aumento para as distribuidoras. Segundo a companhia, os preços seguem critérios de mercado que levam em conta variáveis como o custo do petróleo (adquirido a preços internacionais), a cotação do dólar e o frete.

Pressão Internacional

O aumento reflete a instabilidade geopolítica global. O preço médio do GLP disparou no mercado internacional devido ao agravamento do conflito no Oriente Médio envolvendo os Estados Unidos, Israel e o Irã.

Dados do setor indicam que os importadores do produto no Brasil estão pagando um valor 60% superior ao que era praticado na semana anterior ao início das hostilidades na região. Como a política de preços da refinaria baiana é atrelada ao mercado externo, o repasse foi imediato.

Posicionamento do Setor

Procurado para comentar o impacto nas revendas, o Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de GLP (Sindigás) preferiu não se manifestar sobre projeções ou estimativas de preços finais ao consumidor.

Em nota, a entidade ressaltou que “é de conhecimento público que os preços do petróleo e de seus derivados vêm sofrendo forte pressão” em decorrência do cenário internacional.

O que diz a Acelen

A empresa reiterou que os preços dos produtos podem variar tanto para cima quanto para baixo, conforme as flutuações do mercado. A refinaria de Mataripe é responsável pelo abastecimento de grande parte do Nordeste, o que torna a Bahia um dos estados mais sensíveis a essas mudanças de política de preços.

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